terça-feira, 29 de maio de 2012

Projeto Político Pedagógico - PPP


Curso: MBA GESTÃO ESCOLAR
Disciplina: Projeto Político Pedagógico
Pólo: Itapecuru-mirim
Nome (s): Celine Maria de Sousa Azevedo
Professor (a) online: Cecília Clark




Atividade Dissertativa Avaliativa



Itapecuru-mirim –MA
2011
Mr. Saturnino Saturno Planetário                                Ministério da Educação e Cultura
 Av. Anel de Saturno nº 1000000                                Esplanada dos Ministérios
Planeta Saturno-Sistema Solar                                   Brasília – DF

                                                                                           Planeta Saturno, 13/10/2011.

                                                                                          Relatório da Educação no Brasil.


Exmo. Sr. Fernando Haddad, Ministro da Educação do Brasil,

Tendo em vista a missão exploratória do meu planeta (Saturno), a qual me possibilitou conhecer e analisar as características da educação do seu país, venho solicitar a atenção  de V. Ex. para os fatos que passo a expor:
Percebi que o Brasil é um país muito avançado quando se trata de teorias educacionais e cheguei à conclusão de que os resultados atuais da avaliação internacional, não condizem com a realidade brasileira. Explico, que a minha conclusão esta referendada pelo fato de que os discursos de teóricos como Vygotsky, Piaget, Paulo Freire e Foucault, dentre outros, que norteiam as práticas educacionais brasileiras, evidenciam a preocupação do Brasil em formar o indivíduo de forma integral. Verifiquei também, que há um documento norteador das ações educativas das instituições brasileiras, que é o PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, apelidado de PPP. Achei excelente a idéia de se elaborar um projeto que, como afirma um dos teóricos que conheci, o Sr. José Carlos Libâneo, representa a oportunidade de a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a comunidade, tomarem sua escola nas mãos, definir seu papel estratégico na educação das crianças e jovens, organizar suas ações, visando a atingir os objetivos a que se propõem. (LIBÂNEO, 200 apud Bemfeito, 2011). Dessa forma, refletindo sobre  que dizem esses autores, pesquisei ainda mais sobre o PPP – vou chamá-lo assim também, afinal, já estou ficando familiarizado com o termo-, e segundo  minhas descobertas projeto da instituição precisa ser crítico, democrático e dialético.
A criticidade no/do PPP está no fato de que é preciso compreendê-lo como um instrumento de poder, por isso, deverá ser construído com clareza no que se refere ao compromisso ético-pedagógico de contribuir para a formação e educar o cidadão de hoje,para se tornar crítico, reflexivo e criativo, capaz de atuar  e ajudar a transformar e melhorar a sociedade da qual faz parte. (SOUZA, 1998 apud MEDEL, 2008). Nesse aspecto, entendi que a escola, ao elaborar o seu PPP deve refletir acerca de sua escolha política, ou seja, poderá considerar que o projeto tem como objetivo formar um cidadão crítico e transformador, capaz de intervir em prol de uma sociedade  menos desigual ou ter como meta formar um cidadão que se omite, mantendo assim,o status quo. (BEMFEITO, 2011).
No aspecto democrático, o projeto tende a levar a instituição a exercer um gestão participativa, tendo em vista que os sujeitos que devem articulá-lo são todos os agentes da instituição: diretores, supervisores, coordenações, setores administrativos, corpo docente e discente, merendeiras, etc. Nesse sentido, há uma descentralização das discussões que norteiam as atividades desenvolvidas pela escola, pois todos os segmentos que formam a comunidade escolar são chamados a participar, a opinar, a colaborar na construção do PPP.
Diante desses fatos, Senhor Ministro, quero destacar outro tema que me chamou muita atenção, o  MULTICULTRALISMO. Percebi que o Brasil, por ser um vasto território, formado por um povo miscigenado (outro termo que descobri!), com características culturais diferentes, inclusive com modos de falar também diferentes, ou seja, os “sotaques” e “dialetos” que são o jeito de falar de cada povo, de acordo com a região onde mora e pelas interferências de povos estrangeiros, precisa garantir uma convivência na diversidade, no respeito ao outro, evitando assim, que as instituições educacionais atuem como reprodutoras das desigualdades, mas que tornem-se produtoras da convivência harmoniosa da diversidade.
Pude verificar, também, nas minhas pesquisas pelo mundo, que países como os Estados Unidos já utilizam o multiculturalismo desde a passagem do século XIX para o XX e que na França, nos anos sessenta, começou a ser construída uma nova percepção histórica, a qual reconhecia que o valor do que já está instituído no campo prático pode ser um fator de motivação para a construção de um PPP, como bem ressalta Bemfeito, 2011.
No caso da motivação, é preciso dar voz aos sujeitos, é preciso inovar, pois a inovação é um direito e dever dos participantes e dos gestores do processo, considerando as articulações entre as situações reais e as desejadas, indo além de meras orientações. Dessa forma, um projeto concebido a partir da inovação não será fruto de um processo regido pela linearidade e pela homogeneidade, que dificultam a concepção e a execução de práticas e etapas, mas terá como bases, a transparência e a possibilidade de acompanhamento de sua implementação pelos agentes e sujeitos. Que maravilha Senhor Ministro, estou cada vez mais entusiasmado com as práticas educacionais do seu país!
Quanto à concepção do PPP, entendi que é preciso haver uma intencionalidade, a qual precisa partir dos elementos primordiais de motivação, como a valorização das partes em relação ao todo; a igualdade na constituição da identidade coletiva, bem como o espaço para realização aberto pela gestão democrática. Portanto, é preciso que o PPP transpasse os diversos níveis institucionais, alcançando a totalidade da escola. Dessa forma, reverte-se a fragmentação, buscando-se vincular os atores a concepção e implementação do projeto a uma dimensão dialética da educação, o que leve também, a uma postura cidadã e autônoma. AUTONOMIA! Que palavra interessante! Vocês brasileiros, possuem um vocabulário muito rico. A autonomia, como pude perceber, é que faz com que a escola chegue a uma concepção inovadora, que vai além das ações e atinge as intenções, privilegiando o espaço de construção de conhecimentos, através da pesquisa e do debate.
Ainda mergulhado nos pensamentos dos teóricos brasileiros e nas várias discussões acerca do PPP, verifiquei que tanto a escola quanto a universidade são espelho e reflexo da sociedade na qual estão inseridas, o que supõe que seus projetos devam relevar essa realidade. REALIDADE, rima com IGUALDADE e QUALIDADE, outros dois pontos importantes na concepção de um projeto político pedagógico, os quais irão acontecer de forma satisfatória, se houver uma GESTÃO DEMOCRÁTICA, um princípio consagrado pela legislação brasileira na administração escolar. Dessa forma, a partir da gestão democrática as escolas deixam de ser executoras de políticas educacionais e passam a ser produtoras de projetos institucionais articulados aos eixos reguladores.
Outro elemento extremamente importante e condicionante do processo político institucional que se espera com a implementação do PPP, é a VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO, que deve ser perseguida, como afirmam seus teóricos, através da formação continuada dos professores. Ah, os professores brasileiros! Fiquei encantado com as diversas discussões a respeito desses bravos trabalhadores, embora, nas minhas pesquisas, tenha descoberto que eles ainda não são valorizados e respeitados como tanto merecem!
Notei que é necessário traçar um roteiro para a sua construção e implementação do começando pelo HISTÓRICO INSTITUCIONAL, parte introdutória do projeto, onde serão explicitados dados como a localização da instituição em seu espaço-tempo, histórico e/ou cronológico; passando pela REALIDADE INSTITUCIONAL, que é a descrição da estrutura física da instituição e até mesmo sua relação patrimonial, o que originará um plano natural de investimentos e ações futuras.
Tudo o que foi mencionado até aqui, e que V. Exa. deve conhecer muito bem, não só pelo cargo que exerce, mas por também ser uma das mentes que articulam as políticas educacionais no Brasil, deve estar pautado em princípios éticos e filosóficos. Tais princípios são importantes porque é através deles que a instituição fará um diagnóstico, comparando o que deseja com o concretamente exercido ao longo do tempo, procurando identificar como a função da educação está cristalizada no imaginário dos participantes do processo e se esta realidade está de acordo com os princípios pré-concebidos pela instituição educacional.
Após a construção do ELEMENTO FUNDADOR, é preciso organizar COLETIVAMENTE – outro termo interessante! – os objetivos de curto, médio e longo prazo. A curto prazo são aquelas ações e objetivos inerentes à formação e capacitação dos agentes e sujeitos dos processos de análise e implementação, bem como, o registro de todos o processo realizado e sua continuidade. Ações de médio prazo, referem-se às práticas educacionais de forma concreta, no que condiz ao método e ao currículo. Já as ações e objetivos de longo prazo, são aquelas não mensuráveis num curto espaço de tempo, pois interferem em valores estruturais cuja transformação é longa e processual, como por exemplo, a atitude dos agentes e sujeitos diante dos novos valores a serem constituídos.
Voltando à questão do currículo, percebo que este é o principal norteador da instituição e, consequentemente, do PPP, e o mesmo  não é um elemento neutro, pelo contrário, deve constituir-se como expressão privilegiada da cultura de seus elaboradores e constituintes. Portanto, o projeto institucional é uma oportunidade legítima de construção de um novo currículo orientado pára práticas emancipadoras. Para tanto, é preciso o gerenciamento de tarefas, através de estratégias de gestão, que permitam uma maior interação entre as relações pessoais e as relações de trabalho.
Quanta coisa aprendi até agora, senhor Ministro! Entretanto, não posso deixar de mencionar um ponto chave de todo o processo de desenvolvimento institucional, que é a AVALIAÇÃO. A respeito desse importante tópico que compõe o PPP, percebi que a avaliação educacional engloba os aspectos ou elementos avaliados nos campos pedagógico, administrativo e sistêmico das escolas ou universidades. Sendo assim, de acordo com sujeito avaliado, divide-se em avaliação da aprendizagem – quando faz referência ao aluno e avaliação do ensino – quando atinge o corpo pedagógico da instituição, sua metodologia e seu currículo. Porém, quando se trata de avaliação institucional, esta engloba a aprendizagem e o ensino, bem como, a gestão e a administração.
Ao pesquisar sobre avaliação, verifiquei que a gênese da avaliação no Brasil está associada ao SAEB – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e ao ENADE – Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. No PPP, as práticas avaliativas devem acontecer em diferentes momentos, colaborando para a instrumentação dos condutores do processo de construção. Nesse sentido, a avaliação começa desde o diagnóstico e percorre todas as etapas do projeto, avalia o cumprimento das metas, a participação dos sujeitos e o próprio PPP. Avalia-se sempre e cotidianamente.
Após o exposto, apesar do fato de ter ficado fascinado pelas minhas descobertas,  quero chamar a vossa atenção, Senhor Ministro, para um aspecto que me chamou a atenção quando parti em busca de novas experiências educacionais pelo mundo e percebi que o Brasil, por possuir um know hall tão significativo no que diz respeito ao ensino e à aprendizagem, com discursos fantásticos, possui um resultado tão baixo na avaliação internacional – PISA, e isso me deixou cismado, pois não entendi porque os teóricos e pesquisadores brasileiros não escrevem a respeito desses índices tão baixos. E, ainda, não entendo porque as várias teorias e os planos traçados para a educação, não conseguem resolver esse problema.
 A polêmica sobre a avaliação no Brasil, só me chamou a atenção, principalmente, após as visitas que fiz a outros países, como a França, berço de vários teóricos nos quais os brasileiros buscam inspiração e referenciam suas idéias, e percebi que lá, a educação praticada é muito diferente do que os brasileiros pregam como o ideal.  Nesse sentido, surgiram questionamentos como: Por que  a avaliação não é tratada com o  valor que deve ter,  por que os resultados de um país com tantas boas idéias, não surte o efeito desejado?O que está faltando para que o Brasil esteja entre os melhores países, assim como os países da Europa, tendo em vista que sua educação está respaldada em muitas teorias de autores desse continente?  Por isso, mesmo não possuindo um conhecimento mais aprofundado a respeito, sugiro a Vossa Senhoria e aos educadores brasileiros, é que a avaliação comece a ser debatida, discutida e que o Brasil possa traçar um plano estratégico, prático, que deixe de lado tantas teorias abstratas e parta para a ação, para a prática.
Despeço-me, por enquanto, pois sei que voltarei ao seu planeta para aprender mais a respeito da educação e espero encontrar muitas outras coisas interessantes, principalmente, espero ver o Brasil entre os melhores índices da avaliação internacional. Retornarei a Saturno e relatarei tudo o que vivenciei aqui aos meus superiores, os quais ficarão impressionados com as  minhas descobertas.
Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Ex.a, apresento  meus melhores cumprimentos saturnianos,
Mr. Saturnino.
REFERÊNCIAS
BEMFEITO, Ana Paula Damato. Projeto Político Pedagógico. São Paulo: Grupo Ibmec Educacional, 2011.
LITTO. Fredric M. Indicadores de uma Escola Moderna...Um “Checklist”. CD do Curso Mídias na Educação. Ciclo Intermediário – Biblioteca Material do Aluno – Etapa 1/leituras. MEC/SEED/UFMA, 2010.
NÓVOA, A. Para uma análise das instituições escolares. Disponível em: http://www2.dce.ua.pt/docentes/ventura/ficheiros/documpdf/ant%C3%B3nio%20n%C3%B3voa.pdf


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

TRABALHO IFMA LINK V


Livro: Metodologia do Trabalho Científico
 Autor:  Antônio Joaquim Severino
Resumo do Capítulo III  - Teoria e prática científica
LINKS da Apresentação de slides

Celine Maria de Sousa Azevedo
 
Set./2011
VIII. TÉCNICAS DE PESQUISA
1.    DOCUMENTAÇÃO
É toa forma de registro e sistematização de dados, informações, colocando-os em condições de análise por parte do pesquisador. DOCUMENTO: Em ciência, documento é todo objeto (livro, jornal, estátua, escultura, edifício, ferramenta,túmulo,monumento, foto, filme, vídeo, disco, CD etc.) que se torna suporte material (pedra, madeira, metal, papel etc.) de uma informação (oral, escrita, gestual, visual, sonora etc.) que nele é fixada mediante técnicas especiais (escritura, impressão, incrustação, pintura, escultura, construção etc.). Nessa condição, transforma-se em fonte durável de informação sobre os fenômenos pesquisados.

2.    ENTREVISTA
Técnica de coleta de informações sobre um determinado assunto, diretamente solicitadas aos sujeitos pesquisados. Trata-se, portanto, de uma interação entre pesquisador e pesquisado.

3.    ENTREVISTAS NÃO-DIRETIVAS
Por meio delas colhem-se informações dos sujeitos a partir do seu discurso livre. O entrevistador mantém-se em escuta atenta, registrando todas as informações e só intervinda discretamente para, eventualmente, estimular o depoente.

4.    ENTREVISTAS ESTRUTURADAS
São aquelas em que as questões são direcionadas e previamente estabelecidas, com determinada articulação interna. Aproxima-se mais do questionário, embora sem a impessoalidade deste.

5.    HISTÓRIA DE VIDA
Coleta de informações da vida pessoal de um ou vários informantes. Pode assumir formas variadas: autobiografia, memorial, crônicas, em que se possa expressar trajetórias pessoais dos sujeitos.

6.     OBSERVAÇÃO
É todo procedimento que permite acesso aos fenômenos estudados. É etapa imprescindível em qualquer tipo ou modalidade de pesquisa.

7.     QUESTIONÁRIO
Conjunto de questões, sistematicamente articuladas, que se destinam a levantar informações escritas por parte dos sujeitos pesquisados, com vistas a conhecer a opinião os mesmos sobre os assuntos em estudo.

REFERÊNCIAS:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2010.





TRABALHO IFMA LINK IV


Livro: Metodologia do Trabalho Científico
 Autor: Antônio Joaquim Severino
Resumo do Capítulo III - Teoria e prática científica
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Celine Maria de Sousa Azevedo
 
Set./2011
VI. COM REFERÊNCIA À NATUREZA DAS FONTES A PESQUISA PODE SER:

1.    PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
É aquela que se realiza a partir do registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses etc. (...) O pesquisador trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes dos textos.

2.    PESQUISA DOCUMENTAL
Tem-se como fonte documentos no sentido amplo, ou seja, não só documentos impressos, mas sobretudo de outros tipos de documentos, tais como jornais, fotos, filmes,gravações, documentos legais. Nestes casos, os conteúdos dos textos ainda não tiveram nenhum tratamento analítico, são ainda matéria-prima, a partir da qual o pesquisador vai desenvolver sua investigação e análise.

3.     PESQUISA DE CAMPO
O objeto/fonte é abordado em seu meio ambiente próprio. A coleta de dados é feita nas condições naturais m que os fenômenos ocorrem, sendo assim diretamente observados, sem intervenção e manuseio por parte do pesquisador.


VII. QUANTO AOS OBJETIVOS A PESQUISA PODE SER:

4.     PESQUISA EXPLORATÓRIA
Busca apenas levantar informações sobre um determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as condições de manifestação desse objeto. Na verdade, ela é uma preparação para a pesquisa explicativa.



5.     PESQUISA EXPLICATIVA
É aquela que além de registrar e analisar os fenômenos estudados, busca identificar suas causas, seja através da aplicação do método experimental/matemático, seja através da interpretação possibilitada pelos métodos qualitativos.
REFERÊNCIAS:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2010.

TRABALHO IFMA LINK III


Livro: Metodologia do Trabalho Científico
 Autor:  Antônio Joaquim Severino
Resumo do Capítulo III  - Teoria e prática científica
LINKS da Apresentação de slides

Celine Maria de Sousa Azevedo
 
Set./2011
IV- DIALÉTICA: (INTERAÇÃO SOCIAL)

1.    TOTALIDADE
A inteligibilidade das partes pressupõe sua articulação com o todo; no  caso, o indivíduo não se explica isoladamente da sociedade.

2.     HISTORICIDADE
O instante não se entende separadamente da totalidade temporal do movimento, ou seja, cada momento é uma articulação de um processo histórico mais abrangente.

3.    COMPLEXIDADE
O real é simultaneamente uno e múltiplo (unidade e totalidade), multiplicidade de partes, articulando-se tanto estrutural quanto historicamente, de modo que cada fenômeno é sempre resultante de múltiplas determinações que vão além da simples acumulação, além do mero ajuntamento. Um fluxo permanente de transformações.

4.    DIALETICIDADE
O desenvolvimento histórico não é uma evolução linear, a história é sempre um processo complexo em que as partes estão articuladas entre si de formas diferenciadas da simples sucessão e acumulação.

5.     PRAXIDADE
Os acontecimentos, os fenômenos da esfera humana, estão articulados entre si, na temporalidade e na espacialidade, e se desenvolvem através da prática, sempre histórica e social, e que é a substância do existir humano.
6.    CIENTIFICIDADE
Toda explicação científica é necessariamente uma explicação que explicita a regularidade dos nexos causais,articulando, entre si, todos os elementos da fenomenalidade em estudo. Só que esta causalidade, para a perspectiva dialética, se expressa mediante um processo histórico-social, conduzido por uma dinâmica geral pela atuação de forças polares contraditórias, sempre em conflito.
7.    CONCRETICIDADE
Prevalece a empiricidade real dos fenômenos humanos, donde decorre a precedência das abordagens econômico-políticas, pois o que está em pauta á a prática real dos homens, no espaço social e no tempo histórico, práxis coletiva.
REFERÊNCIAS:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2010.

TRABALHO IFMA LINK II


Livro: Metodologia do Trabalho Científico
 Autor:  Antônio Joaquim Severino
Resumo do Capítulo III  - Teoria e prática científica
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Celine Maria de Sousa Azevedo
 
Set./2011
II -  FUNDAMENTOS TEÓRICO - METODOLÓGICOS DA CIÊNCIA  NOVOS PARADIGMAS EPISTEMOLÓGICOS.

1.    MODELO PARADIGMÁTICO – FÍSICA CLÁSSICA DE NEWTON:
Fica implícita a nossa capacidade de conhecer o mundo real mediante o entendimento prévio de que nossa razão aborda o real, graças a seu equipamento de observação experimental e a seu equipamento lógico representado pela mensuração matemática.
  1. POSITIVISMO
O positivismo é uma expressão da filosofia moderna que, como o próprio nome o diz, entende que o sujeito “poe” o conhecimento a respeito do mundo,mas o faz a partir da experiência que tem da manifestação dos fenômenos.
A EXPRESSÃO “POSITIVO”:
Comte a construiu a partir de sua Teoria dos Três Estados, de acordo com a qual o espírito humano teria passado, historicamente, por três estágios:
*      o teológico – próprio da infância da humanidade , o espírito se deixava guiar pela superstição.
*       o metafísico – próprio da adolescência da humanidade, o espírito se guiava pela imaginação.
*       o positivo – o guia do espírito é a observação dos fatos.

3.    FUNCIONALISMO:
Apoia-se no pressuposto da analogia que aproxima as relações existentes entre os diversos órgãos de um organismo biológico e aquelas existentes entre as formas de organização social e cultural. Para esse paradigma, a sociedade humana e a cultura são como um organismo, cujas partes funcionam para atender às necessidades do conjunto.
4.    ESTRUTURALISMO:
O Estruturalismo é uma corrente epistemológica, inserida na tradição positivista que marcou as Ciências Humanas, tendo como referência fundamental a obra de Claude Lévi-Strauss. Teve sua origem mais imediata nos trabalhos de lingüística desenvolvidos por Saussure – sistema signos: significante e significado.
Assim, o pressuposto do Estruturalismo é que todo sistema constitui um jogo de oposições, de presenças e ausências, formando uma estrutura e gerando uma interdependência entre as partes, de tal forma que as alterações que ocorrerem num elemento acarretam alteração em cada um dos outros elementos do sistema, atingindo todo o conjunto.
5.    FENOMENOLOGIA:
Parte da pressuposição de que todo conhecimento factual (aquele das ciências fáticas ou positivas) funda-se num conhecimento originário (o das ciências eidéticas) de natureza intuitiva, viabilizado pela condição intencional de nossa consciência subjetiva. (...) O fenômeno se manifesta em sua originariedade quando a relação sujeito/objeto se “reduz” à relação bipolar noese/noema, pólo noético/pólo noemático.
6.    HERMENÊUTICA:
Propõe que o conhecimento é necessariamente uma interpretação que o sujeito faz a partir das expressões simbólicas das produções humanas, dos signos culturais. Mas, como metodologia da investigação, apóia-se igualmente em subsídios epistemológicos fornecidos pela Psicanálise, pela Dialética e pelo próprio Estruturalismo.
7.    ARQUEOGENEALOGIA:
Tendência ligada à tradição subjetivista, derivada de duas grandes perspectivas da epistemologia contemporânea> a arqueologia e a genealogia. (...) Propõe substituir a economia da razão pela economia do desejo, ou seja, priorizar, inclusive na ordem do conhecimento, outras dimensões (o sentimento, a paixão, a vitalidade, as energias instintivas). O homem não se definiria mais como animal racional mas como uma verdadeira máquina desejante.
REFERÊNCIAS:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2010. 

TRABALHO IFMA LINK I


Livro: Metodologia do Trabalho Científico
 Autor:  Antônio Joaquim Severino
Resumo do Capítulo III  - Teoria e prática científica
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Celine Maria de Sousa Azevedo
 
Set./2011
I- O MÉTODO COMO CAMINHO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
1.    METAFÍSICO
Pensar metafisicamente é pensar, sem arbitrariedade nem dogmatismo, nos mais básicos problemas da existência. Os problemas são básicos no sentido de que são fundamentais, de que muita coisa depende deles. (...) As interrogações metafísicas têm respostas e, entre as várias respostas concorrentes, nem todas poderão ser verdadeiras, por certo. Se um homem enuncia uma teoria de materialismo e um outro a nega, então um desses homens está errado; e o mesmo acontece a todas as outras teorias metafísicas. Contudo, só muito raramente é possível provar e conhecer qual das teorias é a verdadeira.
In Taylor, R. (1969): Metafísica, Rio de Janeiro: Zahar, pgs. 13-17. Disponível em: http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/taylor.htm. Acesso em: 08/09/2011.
2.    EPISTEMOLOGIA:
Área da filosofia que estuda o conhecimento com o objetivo de avaliar consistência e coerência teórica, metodológica e ética, em especial, o conhecimento científico (Gaton Barchelard, Hilton Japiassu, Luís Carlos Bombassaro). In: CABRAL, Carmem Lúcia de Oliveira. Fascículo Filosofia da Educação. IFMA, 2011.
3.    MÉTODO CIENTÍFICO:
Conjunto de procedimentos lógicos e de técnicas operacionais que permitem o acesso às relações causais constantes entre os fenômenos.
4.    SENSO COMUM:
Na filosofia, o senso comum (ou conhecimento vulgar) é a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências actuais que continuam sendo efetuadas. O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas como as científicas.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Senso_comum. Acesso em: 08/09/2011.
5.    HIPÓTESE:
Proposição explicativa provisória de relações entre fenômenos, a ser comprovada ou infirmada pela experimentação. E se confirmada, transforma-se na lei.
6.    LEI CIENTÍFICA:
Enunciado de uma relação causal constante entre os fenômenos ou elementos de um fenômeno. Relações necessárias, naturais e invariáveis. Fórmula geral que sintetiza um conjunto de fatos naturais, expressando uma relação funcional constante entre variáveis.
7.    TEORIA:
Conjunto de concepções, sistematicamente organizadas; síntese geral que se propõe a explicar um conjunto de fatos cujos subconjuntos foram explicados pelas leis.
8.    SISTEMA:
Conjunto organizado cujas partes são interdependentes, obedecendo a um único princípio, entendido este como uma lei absolutamente geral, uma proposição fundamental.
9.    INDUÇÃO:
Procedimento lógico pelo qual se passa de alguns fatos particulares a um princípio geral. Trata-se de um processo de generalização, fundado no pressuposto filosófico o determinismo universal. Pela indução, estabelece-se uma lei geral a partir da repetição constatada de regularidades em vários casos particulares; da observação de reiteradas incidências de uma determinada regularidade, conclui-se pela sua ocorrência em todos os casos possíveis.
10. DEDUÇÃO:
Procedimento lógico, raciocínio, pelo qual se pode tirar de uma ou de várias proposições (premissas) uma conclusão que delas decorre por força puramente lógica. A conclusão segue-se necessariamente das premissas.
REFERÊNCIAS:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2010.