terça-feira, 28 de julho de 2015

ATIVIDADE 2-7 - PLANEJAMENTO DE ATIVIDADE COM HIPERTEXTO

ESTADO DO MARANHÃO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUPERVISÃO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
PROINFO INTEGRADO
CURSO: TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: ensinando e aprendendo com as TIC


ALBERTINA BEZERRA LINHARES BARBOSA
CELINE MARIA DE SOUSA AZEVEDO
DEUZANIRA DOS SANTOS MONTELO
MARIA JOSÉ CORDEIRO DE SOUSA


ATIVIDADE 2.7 – PLANEJAMENTO DE ATIVIDADE COM HIPERTEXTO



Trabalho apresentado ao Curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC, como Atividade 2.7 do Módulo II.
                                                  
                                                                       Tutora: Maria de Nazaré Pinheiro Corrêa



  
Itapecuru - Mirim
2015


1. TEMA: As TIC como ferramentas auxiliares no processo de ensino e aprendizagem: Uma proposta interdisciplinar com hipertexto.

  1. DETONADOR
Poema: Balada do amor através das idades – Carlos Drummond de Andrade. (Ver Anexo Único)


3. OBJETIVOS
3.1 GERAL   
Ø  Utilizar as Tecnologias de informação e Comunicação – TIC, como ferramentas auxiliares no processo de ensino e aprendizagem.
3.2 ESPECÍFICOS
Ø  Desenvolver atividades variadas, em algumas disciplinas do Currículo do Ensino Médio, a fim de incentivar o uso das TIC no espaço escolar;
Ø  Integrar as diversas disciplinas do Currículo, no sentido de enriquecer os conteúdos a serem abordados em sala de aula.
3.2.1 Objetivos em Língua Portuguesa:
Ø  Despertar no educando o gosto pela leitura e pela escrita;
Ø  Levar os alunos à produção de textos narrativos, histórias em quadrinhos, paródias, charges, poemas e crônicas;
Ø  Ler e interpretar o texto “Balada do amor através das idades”, de Carlos Drummond de Andrade;
Ø  Identificar as principais características do texto literário e os níveis de leitura;
Ø  Reconhecer o gênero literário Narrativa, identificando os tipos de narrador;
Ø  Reconhecer os tempos verbais.

4. PÚBLICO-ALVO
Ø  Alunos da 1ª série do Ensino Médio.

5. CONTEÚDOS

Ø  Leitura e Produção Textual
Ø  Edição de Textos orais e escritos
Ø  Análise e reflexão sobre a língua
Ø  Gêneros Textuais
Ø  Coerência e Coesão Textual
Ø  Tempos verbais
Ø  Níveis de leitura de um texto literário
Ø  A Narrativa e Tipos de Narrador
Ø  Gêneros Literários
6. TEMPO ESTIMADO: 1 mês

7.      RECURSOS E MÍDIAS A SEREM UTILIZADAS
Ø  Computador com Internet - para pesquisas complementares, digitação e edição de imagens e textos;
Ø  Material impresso - livros didáticos e paradidáticos, revistas em quadrinhos e  jornais, para leituras e pesquisas;
Ø  TV e DVD - para exibição dos filmes e documentários; 
Ø  Filmes, a serem indicados pelos professores, com as temáticas a serem trabalhadas;
Ø  Documentários – pesquisas complementares sobre a vida de Carlos Drummond de Andrade e a história das personagens citadas no texto;
Ø  CDs de músicas – para audição das músicas a serem trabalhadas
                                                                                                     
8. METODOLOGIA     
Ø  Cada professor, em sua respectiva disciplina, deve, a partir do texto escolhido como detonador, desenvolver as atividades sugeridas, procurando alcançar os objetivos explicitados. Para tanto, deve recorrer diversas estratégias, que vão desde a aula expositiva dialogada, aos trabalhos individuais e em grupo, seminários, etc.
Ø   Cabe ao(s) professor(es) de língua Portuguesa e Literatura, dar(em) o primeiro passo, a fim de que os colegas, possam pegar o “gancho” e desenvolver a sua disciplina, procurando integrar os conteúdos, fazendo com que haja interação e interação entre eles.
Ø  Para que os alunos percebam a diferença entre o texto convencional e o hipertexto, a atividade deve começar com a leitura do texto impresso. Após a leitura, os professores devem incentivar os alunos a analisarem a obra de Drummond e tentar fazer os “links” com o passado e o presente, nos vários contextos apresentados no texto. Em seguida (na mesma aula ou em outra, conforme o planejamento do professor e o tempo da aula), os alunos acessarão o Blog do professor ou da turma, previamente criado e onde o texto está postado, com os links de acesso aos períodos históricos, às músicas, filmes, imagens e outros elementos que podem remeter ao conteúdo do texto e à proposta de cada disciplina, a fim de que os alunos possam visualizar, ouvir, sentir e externar as suas percepções.
Ø  É válido que o professor questione os alunos sobre o texto impresso e o hipertexto online, levando-os a novos questionamentos sobre a leitura, o texto, o contexto e o hipertexto. Como trata-se de uma proposta de trabalho interdisciplinar, cada professor pode criar os links que deseja explorar com a turma, sempre criando um outro link com as demais disciplinas, ou seja, de forma interdisciplinar.
Ø   
9. SUGESTÃO DE OBJETIVOS/ATIVIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS EM ALGUMAS DISCIPLINAS DO CURRÍCULO.
 9.1 Objetivos/Atividades em História (Sugestão)
Ø  Identificar a época em que se desenrolam as ações descritas em cada estrofe do poema, reconhecendo as personagens e fatos narrados, bem como relacioná-los com o contexto atual;
Ø  Pesquisar a História da Guerra entre Gregos e Troianos.
  9.2 Objetivos/ Atividades em Geografia (Sugestão)
Ø  Fazer uma busca, com a ajuda do Google Earth, dos lugares citados no poema, identificando continentes, países, idiomas, dentre outras características.
  9.3 Objetivos/Atividades em Arte (Sugestão)
Ø  Dramatizar as cenas narradas no poema;
Ø  Desenhar, com a ajuda de um aplicativo de desenho (imagem), como o Paint (Windows) e o Tuxpaint (Linux Educacional), cada estrofe do poema, em quadrinhos, por exemplo.
Ø  Fazer charges de alguns personagens;
Ø  Assistir a filmes que contem as histórias narradas em cada cena. Exemplo: TRÓIA – retrata a polêmica guerra entre Gregos e Troianos; BEN-HUR, O GLADIADOR, A CRUZADA- contam a saga dos cristãos e a perseguição romana; ROMEU E JULITA – Clássico de Shakespeare que conta a história de um amor impossível; SHAKESPERE APAIXONADO – uma releitura de Romeu e Julieta; UM AMOR PARA RECORDAR – Romeu e Julieta moderno, dentre outros.

9.4  Objetivos/Atividades em Sociologia
Ø  Estudar as relações sociais: o amor, o namoro, o casamento, a amizade e os seus opostos: guerra, ódio, inimizade, etc.

10. PERÍODO DE REALIZAÇÃO
* As atividades deverão ser realizadas conforme a carga horária de cada disciplina, preferencialmente, de forma simultânea, a fim de que não se perca o de vista, o tema detonador que é o poema de Drummond.

11. AVALIAÇÃO

            A avaliação deve ser feita em todas as atividades propostas em cada disciplina, por cada professor, onde se deve verificar os avanços e retrocessos, a fim de intervir no momento certo e evitar os possíveis fracassos, caso os alunos não sejam bem orientados. Deve-se levar em consideração a criatividade dos alunos, a pró-atividade, o trabalho individual e em grupo, além da absorção dos conteúdos estudados.
  

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. & PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito Tecnologias na Educação - 1. ed. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2013.

AMARAL, Emília. Et al. Novas Palavras Português - Ensino Médio. Volume Único. São Paulo, FTD, 2006.

MÍDIAS NA EDUCAÇÃO. Curso de Formação Continuada em. Módulo Gestão Integrada de Mídias na Educação (CD ROM). Universidade Federal do Maranhão – UFMA, 2009.



ANEXO ÚNICO

Poema

Balada do Amor através das Idades

Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Eu era grego, você troiana,
troiana, mas não Helena.
Saí do cavalo de pau
para matar seu irmão.
Matei, brigamos, morremos.

Virei soldado romano,
perseguidor de cristãos.
Na porta da catacumba
encontrei-te novamente.
Mas quando vi você nua
caída na areia do circo
e o leão que vinha vindo,
dei um pulo desesperado
e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,
flagelo da Tripolitânia.
Toquei fogo na fragata
onde você se escondia
da fúria de meu bergantim.
Mas quando ia te pegar
e te fazer minha escrava,
você fez o sinal-da-cruz
e rasgou o peito a punhal...
Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)
fui cortesão de Versailles,
espirituoso e devasso.
Você cismou de ser freira...
Pulei muro de convento
mas complicações políticas
nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,
remo, pulo, danço, boxo,
tenho dinheiro no banco.
Você é uma loura notável,
boxa, dança, pula, rema.
Seu pai é que não faz gosto.
Mas depois de mil peripécias,
eu, herói da Paramount,
te abraço, beijo e casamos.
(Carlos Drummond de Andrade, in 'Alguma Poesia' )
NOTA: Este projeto foi elaborado durante o Curso Mídias na Educação, em 2009, para a disciplina Língua Portuguesa, porém, o mesmo foi adequado à atividade com o Hipertexto, proposta no Curso TIC na Educação 2015. As colegas Albertina, Maria José e Deuzanira participaram contribuindo com as sugestões de atividades e metodologias nas demais disciplinas apresentadas, dentre outras adequações e atualizações.
Att.

Celine Azevedo

Curso TIC - 2015

Atividade 2.5 - Reflexão sobre hipertexto


Um hipertexto é grosso modo, um texto ampliado, ou seja, um texto composto de vários outros textos, tendo em vista que as informações são descentralizadas, com múltiplas hierarquias, o que permite ao leitor estabelecer inúmeras conexões, trilhando assim, novos caminhos. A leitura torna-se mais dinâmica e interativa, já que através dos links, o leitor poderá acessar novos textos, imagens, sons e contextos, criando novas conexões. Dada a sua heterogeneidade, o hipertexto torna leitura e escrita, processos dinâmicos, diferentes do modo tradicional com o qual estávamos acostumados. A leitura linear dá espaço a um emaranhado de conexões, refletindo assim, no ensino e na aprendizagem da leitura e da escrita. Por tudo isso, precisamos conhecer a “identidade” do hipertexto, sua estrutura, seu uso, enfim, aprender a ler e escrever na cultura digital requer de nós adquirirmos competências e habilidades para utilizar as tecnologias e todas as suas ferramentas, o hipertexto é uma delas.



 
Imagem obtida no Google

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Singela Homenagem ao grande poeta

Uma didática da invenção (Manoel de Barros)

I

Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios.

II

Desinventar objetos. O pente, por exemplo.
Dar ao pente funções de não pentear. Até que
ele fique à disposição de ser uma begônia. Ou
uma gravanha.
Usar algumas palavras que ainda não tenham
idioma.

III

Repetir repetir — até ficar diferente.
Repetir é um dom do estilo.

IV

No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava
escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras.

V

Formigas carregadeiras entram em casa de bunda.

VI

As coisas que não têm nome são mais pronunciadas
por crianças.

VII

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.

VIII

Um girassol se apropriou de Deus: foi em
Van Gogh.

IX

Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz .
Hoje eu desenho o cheiro das árvores.

X

Não tem altura o silêncio das pedras.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Comunidade Virtual

O que é uma Comunidade Virtual?
         Com base em Preece (2000), pode-se dizer que comunidade virtual é um espaço de interação onde seus membros possuem os mesmos interesses e interagem por meio de ferramentas de comunicação na Internet, criando um espaço de aprendizagem, em que há cooperação e interatividade.
         Para Rheingold (1996), "Comunidades virtuais são os agregados sociais surgidos na Rede, quando os intervenientes de um debate o levam por diante em número e sentimento suficientes para formarem teias de relações pessoais no ciberespaço."
         Entendo que uma comunidade virtual é um espaço rico de possibilidades, pois a interação pode acontecer por meio de fóruns, chats, listas de discussão e outras ferramentas, que facilitam a troca de conhecimentos e informações, contribuindo assim, para o processo de ensino e aprendizagem, tendo em vista que o sujeito envolvido no processo interativo, tende a manter-se sempre informado e motivado a contribuir, a construir conceitos e ideias, a socializar diversos tipos de informações, as quais poderão ser (re)aproveitadas por outros.
         Para saber mais sobre comunidades virtuais e conhecer alguns teóricos que tratam desse tema, acesse:
http://www.ead.fiocruz.br/sobre-o-ead/comunidade-virtual-de-aprendizagem/
http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo9/artigos/8aEunice.pdf
http://www.pucsp.br/tead/n1a/artigos%20pdf/artigo1.pdf



Se a escola fosse uma orquestra

Se a escola fosse uma orquestra

Se a escola fosse uma orquestra, seria possível ouvir-se a sinfonia da compreensão humana? Como haver sinfonia se cada músico está com seu instrumento em um tom?
Onde está o autor da sinfonia? Ou será que a orquestra é que não quer tocá-la? A orquestra está desafinada. E o maestro? Deve ser responsabilizado pelo insucesso? E os ouvintes, por que não gritam? Estão mudos?
Não; não sabem gritar.
Gritam, às vezes, buscando em outro músico o fracasso advindo do tom desafinado que emitem. E você? Também é músico nesta orquestra?
A escola nunca será orquestra, se cada músico não se afinar. Os músicos devem interpretar a partitura da compreensão humana, para atender a cada ouvinte na sua individualidade. Não basta simplesmente tocar.
A harmonia entre os músicos e os ouvintes é a compreensão, o respeito, a doação, o "assumir", é a responsabilidade, o envolvimento com o trabalho.
Reaja diante da música. Se um tom soa-lhe desafinado, pare!
O ponto de espera é calmo e longo; com sua ajuda virá outra música. Com certeza será o início de uma verdadeira orquestra onde todos possam entoar a música da Paz, da Harmonia, da Colaboração, do Respeito Mútuo.
(Autor desconhecido)